De Re Metallica

Esculturas de Gonçalo Jardim

 

 

De 30 de maio a 30 de setembro de 2019  

MEIAC - Museo Extremeño e Iberoamericano de Arte Contemporâneo, Badajoz (Espanha)

Curadoria de Manuel Costa Cabral e José Alberto Ferreira 

Produção do Centro de Arte e Cultura da Fundação Eugénio de Almeida no âmbito do acordo de cooperação FEA-MEIAC

Informações sobre horários de visita AQUI

 

Reunindo peças produzidas por Gonçalo Jardim desde os anos 90 até ao corrente ano de 2019, De re metallica apresenta esculturas em ferro fortemente marcadas pelas obsessões do autor e em evidente relação com as suas paisagens afetivas. Estruturas de pássaros, asas e crânios, barcos e outros volumes, as peças de Gonçalo Jardim parecem surgir de uma profusão de planos reconhecíveis, evocando ritmos no espaço, relações de familiaridade e pertença quer ao mundo natural quer ao mundo dos afetos do escultor. É desse lugar que emana a matéria vibrátil que na exposição pontua o horizonte do ar e da terra, do peso e da suspensão.

Na exposição De re metallica, onde se evidencia um percurso dotado de grande coerência e sistematicidade, exibe-se ainda um conjunto inédito de peças de pequena dimensão construídas sob o signo da collage. Trata-se de um conjunto de figuras que habitualmente pontuam o espaço familiar do artista, e trazem um registo de leveza e intimidade ao seu trabalho.

Com uma primeira apresentação em Évora, no Centro de Arte e Cultura da Fundação Eugénio de Almeida, entre Julho e Setembro de 2018, a exposição apresenta-se agora no MEIAC com mais peças, algumas das quais produzidas já em 2019. A iniciativa decorre ao abrigo de um acordo de cooperação recentemente assinado entre as duas instituições, visando a cooperação para a promoção e conhecimento do trabalho dos artistas originários das respetivas regiões, bem como o aprofundamento do diálogo e da cooperação transfronteiriços.

 

 

Gonçalo Jardim

É na proximidade do mar, mas também no “fazer escultura” na calma de um monte alentejano, que Gonçalo Jardim encontra o seu equilíbrio interior. A inspiração deste artista, nascido em Lisboa (1964) e a viver em São Miguel de Machede, é sensível às formas dos objetos - naturais e artificiais - que considera apelativas para a sua pulsão criadora, a mesma que o leva a dar corpo e sentido a novas formas através da escultura.

Gonçalo Jardim considera marcante a sua passagem pela ESBAL – Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa (1987-1992) e pelo Departamento de Artes Visuais e Design da Universidade de Évora, onde leciona desde 2002. A par da atividade docente, o artista produz e expõe com grande regularidade, tendo participado em inúmeras exposições coletivas e individuais em Portugal e no estrangeiro.

Para Gonçalo Jardim, as esculturas devem comunicar por si só, razão pela qual em geral as suas peças não exibem um título. Não obstante, elas refletem material e conceptualmente a relação individual com realidades conhecidas como, por exemplo, estruturas e seres que se encontram na natureza.

 

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