Boundless objects [Objetos sem limites]

© Fundação Eugénio de Almeida | Jennifer Robertson (cortesia da artista / courtesy of the artist)

 

[PT]

12 de outubro de 2019 a 29 de março de 2020

Curadoria: Monika Bakke

Centro de Arte e Cultura, Piso 1 

De terça-feira a domingo, das 10h00 às 18h00 

Bilhete conjunto exposições: 2,00 € 

Entrada livre ao domingo e nos dias de atividades paralelas às exposições

 

O fenómeno da multiplicidade dos objetos está entre as nossas experiências mais comuns. No entanto, os objetos vistos como fluxos de matéria e energia tornam-se sem limites, enquanto manifestações ilimitadas de diversas forças, permitindo os resultados mais singulares. Com efeito, embora os objetos estejam em toda parte — emergindo e desintegrando-se a velocidades diferentes —, as suas complexas redes e emaranhados infindos não são fáceis de acompanhar. Portanto, a questão não é realmente o que eles são, mas o seu devir. Os objetos - vivos & não-vivos, reais & virtuais - nunca são completos, estáveis e inertes, eles surgem apenas em relações complexas e sempre dentro de contextos específicos, humanos e não-humanos. Eles não possuem identidades predeterminadas, mas transformam-se e transmutam-se, tornam-se rapidamente outros, tal como nós.

A exposição Boundless Objects [Objetos sem limites] situa-se na interseção da arte, da filosofia, da ciência e da tecnologia e tem como objetivo reunir as práticas de arte contemporânea que interrogam as diferentes dinâmicas em que os objetos emergem e se transmutam. A exposição baseia-se na abordagem atual da filosofia à matéria, enquanto realidade ativa e capaz de se auto-organizar. Com isto percebemos que a mudança e a ação já não são apenas associadas ao ser humano nem mesmo apenas ao vivo. Os objetos, tanto vivos como não-vivos, assim vistos como forças, conexões, intercâmbios, transformações e fluxos, tornam-se sem limites. Corpos de animais tornam-se corpos de árvores, líquidos tornam-se cristais, o corpo humano torna-se num conjunto de dados, a semente torna-se numa planta, uma larva torna-se numa mosca, objetos virtuais transitam para o mundo material, com a ajuda dos nossos corpos ou de impressoras 3D; objetos sólidos dissolvem-se, desintegram-se ou tornam-se flexíveis; podem invadir os espaços e assombrar-nos, avisar-nos, ou apenas fazerem, talvez, o que entenderem, independentemente dos nossos desejos ou expectativas. Eles afetam-nos tanto quanto nós os afetamos. 

Monika Bakke, curadora

 

Com obras de:

Ana Leonor Madeira Rodrigues, Ana Rewakowicz, André Sier, Erica Seccombe, Izabella Gustowska, Jennifer Robertson, Kathy High, Marek Wasilewski, Marta de Menezes, Nikolaus Gansterer, Piotr Bosacki e Renata Rosado.

 

Monika Bakke é Professora Associada no Departamento de Filosofia da Universidade Adam Mickiewicz, em Poznan, na Polónia. Escreve sobre arte e estética contemporâneas, com um foco particular nas perspetivas pós-humanista, transespécie e de género. É autora de Bio-transfigurations: Art and Aesthetics of Posthumanism (2010, em Polaco) e Open Body (2000, em Polaco), coautora de Pleroma: Art in Search of Fullness (1998), e editora de Australian Aboriginal Aesthetics (2004, em Polaco), Going Aerial: Air, Art, Architecture (2006) e The Life of Air: Dwelling, Communicating, Manipulating (2011). De 2001 a 2017, foi editora do jornal cultural polaco Czas Kultury [Tempo de Cultura]Atualmente, a sua pesquisa está focada nas forças não-vida e em novas articulações da presença mineral em museus de arte contemporânea e de história natural.

Conheça AQUI o programa de visitas guiadas à exposição.

 

 

DESCARREGUE ABAIXO A BROCHURA DA EXPOSIÇÃO 

 

 

 

 

 

[EN]

October 12, 2019 - March 29, 2020

Curator: Monika Bakke

Centro de Arte e Cultura, Floor 1 

Tuesday to Sunday, from 10h00 to 18h00

Ticket to all exhibitions: 2,00 € 

Free admission on Sundays and days with parallel activities

 

The infinity of objects is among the most mundane experiences. Yet, objects viewed as flows of matter and energy become boundless as unlimited manifestations of various forces allowing for the most unique outcomes. Although objects are everywhere – emerging and disintegrating with different speeds – their complex networks and endless entanglements are not easy to trace. Hence, the question is not really what they are but how they become? Objects – living & nonliving, real & virtual – are never complete, stable or inert, and they are emerging only in relations within specific human and nonhuman contexts. They do not possess predetermined identities but they transform and transmute, briefly becoming others as well as ourselves.

The exhibition Boundless Objects is situated at the intersection of art, philosophy, science and technology and it aims to bring together contemporary art practices which offer inquiries into different dynamics in which objects emerge and transmute. It is inspired by current philosophical interest in matter viewed as active and capable to self organize. This comes with the realization that change and agency can no longer just be associated with humans and even with life alone. Objects, both alive and nonliving, now perceived as forces, connections, exchanges, transformations, and flows become boundless. Bodies of animals become bodies of trees, liquids become crystals, human body becomes a set of data, seed becomes a plant, maggot becomes a fly, virtual objects make a transition into a material world with help of our bodies or 3D printers; solid objects dissolve, disintegrate or become flexible; they might intrude spaces and haunt us, warn us, or perhaps just do their own thing regardless of our wishes or expectations. We touch them as much as they touch us.

Monika Bakke, curator

 

Works by:

Ana Leonor Madeira Rodrigues, Ana Rewakowicz, André Sier, Erica Seccombe, Izabella Gustowska, Jennifer Robertson, Kathy High, Marek Wasilewski, Marta de Menezes, Nikolaus Gansterer, Piotr Bosacki e Renata Rosado.

 

Monika Bakke is Associate Professor in the Philosophy Department at the Adam Mickiewicz University, Poznan, Poland. She writes on contemporary art and aesthetics with a particular interest in posthumanist, transspecies and gender perspectives. She is the author of Bio-transfigurations: Art and Aesthetics of Posthumanism (2010, in Polish) and Open Body (2000, in Polish) co-author of Pleroma: Art in Search of Fullness (1998), and editor of Australian Aboriginal Aesthetics (2004, in Polish), Going Aerial: Air, Art, Architecture (2006) and The Life of Air: Dwelling, Communicating, Manipulating (2011). From 2001 till 2017 she was working as an editor of a Polish cultural journal Czas Kultury [Time of Culture]. Currently her research focuses on nonlife forces and new articulations of mineral presence in contemporary art and natural history museums.

 

 

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