Topomorphias

Jorge Martins

Jorge Martins. Slow perception, 2014 (pormenor/detail)

 

Abertura a 22 de outubro de 2022 | 18h00
Centro de Arte e Cultura, Piso 1

HORÁRIO
OUTUBRO - ABRIL
De terça-feira a domingo, 10h00-13h00 / 14h00-18h00

Entrada livre

 

Desde o final da década de cinquenta que Jorge Martins, movido por uma inesgotável e inconformada energia criativa, vem produzindo obras que configuram um mundo singular e incomensurável, onde se observam inúmeros fenómenos, movimentos, avanços, desvios ou regressos, mais acelerados ou subtis, sintomas de uma geofísica estética extraordinariamente idiossincrática.
[…]
As obras reunidas nesta mostra foram escolhidas pelo artista seguindo um desejo prévio: o de conceber uma exposição a partir da sua produção mais recente em pintura. Algumas obras remontam ao início dos anos de 2010, mas a grande maioria foi produzida após 2018, incluindo inúmeras obras realizadas durante o período do surto pandémico. É, pois, revelador que, num tempo de angústia, isolamento social e desencanto anímico, o artista não tenha esmorecido a sua verve criativa. Pelo contrário, o volume e a qualidade das obras patenteiam um fulgor inventivo que, contornando os constrangimentos do mundo exterior, compõem um imaginário pleno de luminosidade e vitalidade estética.

Sérgio Mah (do catálogo)


ATIVIDADES PARALELAS
Quarta-feira, 23 de novembro | 18h00
Jorge Martins na arquitetura: revestimentos de azulejaria e outros materiais em espaços públicos
Com Adriana Oliveira e Jorge Martins
Entra livre
Saiba mais


PROGRAMA INAUGURAL
Sábado, 22 de outubro | 18h00
Jorge Martins e Sérgio Mah conversam sobre a exposição, segue-se evento com música ao vivo de DJ Nuno Veiga

A Fundação Eugénio de Almeida disponibiliza autocarro gratuito, no dia 22 de outubro, para o trajeto Lisboa-Évora-Lisboa, com partida às 16h00 do Parque Eduardo VII (junto à Estufa Fria).
A reserva de lugares deverá ser feita através do email marisa.guimaraes@fea.pt

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JORGE MARTINS (Lisboa, 1940)
Frequentou os cursos de Arquitectura e Pintura da ESBAL entre 1957 e 1961. Em 1958 iniciou-se na técnica de gravura na Sociedade Cooperativa de Gravadores Portugueses. A conjuntura político-social portuguesa leva-o a partir, em 1961, para Paris, num “exílio” que duraria até 1986 e que apenas seria interrompido por uma estadia em Nova Iorque entre 1975 e 1976. Na capital francesa convive com os pintores Júlio Pomar, Arpad Szenes e Vieira da Silva e com o grupo KWY. Concebendo no início da sua carreira obras de pendor neofigurativo, Jorge Martins virá a desenvolver uma pesquisa artística centrada no tratamento da luz e nos modos de materialização do invisível, criando uma linguagem que em alguns momentos se aproxima do abstracionismo. A evolução do seu trabalho leva à conceção de pinturas marcadas pelos fundos saturados neutros, onde se distribuem, por vezes de um modo barroquizante, formas simples de cor ou palavras. A figura humana marca presença regular na sua pintura, sendo que as tensões entre figuração e abstracção nunca abandonarão a sua obra. Jorge Martins dedicou-se também à ilustração, ganhando em 1984 o Prémio Gulbenkian de Ilustração de Literatura Infantil. Foi distinguido com o Prémio de Aquisição na Exposição de Arte Moderna do Museu do Funchal (1967), Prémio AICA (1971 e 1988), Prémio de Desenho da III Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian (1986) e Prémio de Consagração CELPA / Vieira da Silva (2003).
Joana Baião

 

 

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