Performance como desenho, desenho como performance

 

11 de maio | 21h30

RICARDO GUERREIRO CAMPOS

Corpo-arquivo


Corpo-Arquivo é um projeto pictórico e performativo em processo, no qual se estabelece um jogo entre a memória das imagens (o corpo, o desenho e o arquivo) enquanto presença materializada do passado, e a possibilidade de purga de um corpo que se encontra e que se reconcilia consigo próprio. Através do registo gráfico do corpo, um registo-primeiro, discute-se uma ideia de marca/vestígio em oposição à ideia de representação, vinculada ao longo dos tempos à criação artística. Acompanha-se, portanto, o diálogo entre o indivíduo e o coletivo no ato partilhado de criar, de comer a imagem, e de confrontar-se com o objeto refratado na superfície que se dissolve, dilui e integra a digestão.


Ricardo Guerreiro Campos é Licenciado em Pintura pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, Mestre em Educação Artística pela Escola Superior de Educação de Lisboa e investigador colaborador do Centro de Investigação e Estudos em Belas-Artes da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.

É artista visual e performer e, desde 2012, expõe regularmente em exposições individuais e coletivas e colabora com várias estruturas artísticas como cenógrafo e intérprete. Destacam-se as participações nas exposições coletivas comissariadas por Marta de Menezes (Cultivamos Cultura Associação Cultural) e as exposições individuais Silêncio, AMAC-Barreiro, 2016; A Dor Dói, O Boi Muge, na Galeria da Casa da Cultura de Setúbal, 2016, e O tempo que em silêncio se desfez, Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa, 2014. Em 2018, estreou a performance Corpo-Arquivo, na continuidade da exposição-performance Como a Vida, o Tempo estreada em 2017, no âmbito do Festival A Salto – Tomada Artística da Cidade de Elvas, a partir da qual tem desenvolvido uma série de experimentações plásticas e performativas em torno da memória, da imagem e da infância.

Colabora regularmente com estruturas de criação artística que desenvolvem trabalho no âmbito dos cruzamentos disciplinares entre as artes visuais, a ciência, os novos media, a performance e o teatro.

 

Entrada livre

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