|
O Páteo de São Miguel encontra-se localizado num dos pontos mais nobres e estratégicos da cidade de Évora e, por essa razão, foi objeto de diversas ocupações ao longo da sua história.
A primeira ocupação deste espaço teve essencialmente uma finalidade defensiva, determinada pela sua própria localização no ponto mais elevado da cidade que dificultava não só o acesso das forças inimigas em caso de ataque, como permitia dominar uma vasta área da planície circundante e manter contacto visual com outras fortificações. O espaço ocupado pelo Páteo de São Miguel constituía um ponto nevrálgico da estrutura defensiva da cidade, pelo que foi Alcácer Mourisco e parte integrante do Castelo Velho de Évora.
Depois da conquista da cidade aos Mouros, em 1165, a fortificação foi entregue pelo Rei D. Afonso Henriques à Ordem Militar de São Bento de Calatrava, que mais tarde transferiu a sua sede para Avis, passando a designar-se Ordem de Avis. Durante o período em que a Ordem se encontrou sediada em Évora, os seus Cavaleiros, também conhecidos por Freires de Évora, habitaram as casas do Castelo Velho e outros espaços nas imediações dando lugar ao surgimento dos topónimos “Freiria de Cima” e “Freiria de Baixo” que denominam duas ruas da cidade.
A partir de 1220, o Paço de São Miguel foi reintegrado na Coroa como paço régio, tendo servido de pousada a todos os reis até D. Duarte e de quartel-general ao Condestável D. Nuno Álvares, fronteiro-mor do Alentejo, durante a guerra da Independência (1383-85).
Um testemunho da relevância militar e política deste espaço na Idade Média chega-nos através de Fernão Lopes, um importante cronista português do século XV. Durante a crise de 1383-1385, os partidários em Évora de D. Leonor Teles e de D. João II de Castela barricaram-se no interior do Castelo. Com o objetivo de ocupar esta posição, os apoiantes de D. João, Mestre de Avis, futuro D. João I, sitiaram a zona amuralhada, desencadeando ataques de arqueiros a partir do Templo Romano e da Sé de Évora que, no entanto, se revelaram infrutíferos. As portas da praça só foram franqueadas quando os fiéis à causa do novo Rei aprisionaram os familiares dos sitiados que residiam na cidade e ameaçaram executá-los.
Com a expansão da cidade, a construção da Muralha Fernandina, que envolve o Centro Histórico de Évora, e os avanços da artilharia, o antigo Castelo Velho perdeu as suas funções defensivas primitivas e ganhou importância enquanto sede de poder militar, político e administrativo e como espaço de residência dos seus titulares.
VISITAS AO PAÇO DE SÃO MIGUEL
HORÁRIO
Sábado das 15h00 às 18h00
Entrada gratuita
Visitas guiadas de terça-feira a domingo, mediante marcação prévia e um máximo de 5 pessoas
Preço do bilhete – 3.50€
Desconto 50%
Maiores de 65 anos
Estudantes
Cartão Jovem
Grupos organizados de entidades de Solidariedade Social
Entrada gratuita
Crianças até aos 12 anos
Colaboradores FEA
Membros ICOM, ICOMOS, APOM, AICA
Imprensa
Pessoas com deficiência ou mobilidade condicionada e acompanhantes.
Coordenadas
38.572657º,-7.905594º
Contactos
patrimonio.cultural@fea.pt
Tel. (+351) 266 748 300
|