O passado é prólogo...

A família Eugénio de Almeida

Na imagem: Maria do Patrocínio Barros Lima, avó do Instituidor da Fundação Eugénio de Almeida, acompanhada pelos seus três filhos: Carlos Maria Júnior (atrás), João Maria (ao meio, futuro Conde de Arge) e José Maria (sentado, futuro Conde de Vill'Alva). Consulte aqui a genealogia da família.

 

A família Eugénio de Almeida foi uma das mais poderosas e influentes do século XIX em Portugal, destacando-se pelo seu caráter empreendedor mas também pal intervenção pública que os seus membros protagonizaram ao longo de quatro geraçãos como Deputados, Pares do Reino, Conselheiros de Estado ou Provedores da Casa Pia de Lisboa.

Radicada em Lisboa, onde tinha como residência principal o Palácio de São Sebastião da Pedreira, desenvolveu uma importante atividade empresarial associada ao sector dos tabacos e à transformação de produtos agrícolas, áreas em que se evidenciou pela introdução de tecnologias inovadoras e pela implementação de sistemas de gestão modernos.

Consideradas das mais avançadas do seu tempo em Portugal, as suas fábricas não deixaram de refletir as preocupações sociais e filantrópicas da família que promoveu a criação de infraestruturas de apoio aos operários como cantinas, escolas e bairros sociais.

Da ordem de grandeza do "Império" Eugénio de Almeida são representativas algumas propriedades emblemáticas da família em Lisboa, como o Casal de Monte Almeida (atual Parque Eduardo VII), O Parque de Santa Gertrudes (onde está hoje sedeada a Fundação Calouste Gulbenkian) ou ainda o Casal Grande das Oliveiras e Casal do Mercador, correspondentes a uma parte significativa do Parque Florestal de Monsanto, o grande pulmão da capital.

Com a extinção das ordens religiosas e dos morgadios, na sequência do triunfo do liberalismo, a abertura de um verdadeiro mercado fundiário permitiu à família, através da figura de José Maria Eugénio de Almeida, tornar-se num dos maiores proprietários agrícolas do país. Este património serviu de base às atividades económicas das gerações seguintes observando a orientação estratégica de Carlos Maria Eugénio de Aleida que, como comprova o título da sua tese em Engenharia Agrícola, de 1870, anteviu a importância da "Viticultura como forma de regenerar e enriquecer a província do Alentejo".

Évora tornou-se, assim, o centro da Casa Agrícola Eugénio de Almeida o que ditou também uma aproximação afetiva à cidade e o estabelecimento de uma ligação profunda à comunidade, levando a estabelecer aqui a segunda residência da família, inicialmente nas casas do Convento do Carmo, depois no Palácio Farrobo (espaço atualmente ocupado pelo Tribunal de Évora), mais tarde no Convento da Cartuxa e Quinta de Valbom e, finalmente, no Paço de São Miguel.

A importância e o estatuto alcançados pela família foram reconhecidos com a atribuição dos títulos de Conde de Arge e de Conde de Vill'Alva, respetivamente, ao tio e ao pai de Vasco Maria Eugénio de Almeida que, fiel ao legado de princípios e valores dos seus antepassados instituiu, em 1963, a Fundação Eugénio de Almeida com a missão de promover o desenvolvimento cultural, educativo, social e espiritual da cidade de Évora e do Alentejo.

Venha conhecer um pouco mais sobre a história da família Eugénio de Almeida através de uma visita guiada ao Paço de São Miguel, ao Arquivo e Biblioteca Eugénio de Almeida e Coleção de Carruagens.

Visitas guiadas sob marcação prévia:
servicoeducativo@fea.pt

(+351) 266 748 300

 

         
   

Este vídeo descreve a história da família Eugénio de Almeida, desde o tempo de José Joaquim Teixeira (1772-1853) e do genro (1811-1872), o "grande" José Maria Eugénio de Almeida, até à obra mecenática e filantrópica desenvolvida pelo Instituidor da Fundação, Vasco Maria Eugénio de Almeida (1913-1975)

 
         

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