A conciliação vida familiar - vida profissional em debate no Fórum Eugénio de Almeida.

05-05-2005

"Será a procura: desequilíbrio entre o emprego e a família um novo mito? Uma proposta con­denada à falência? Será apenas uma questão de cada um estabe­lecer prioridades e compromis­sos? Ou, pelo contrário, a conci­liação é desejável e possível?"

 

Foram estas as questões lançadas por Maria do Céu Ramos, Secre­tária Geral da Fundação Eugénio de Almeida na Sessão de Aber­tura do Seminário Vida Familiar e Profissional: os Desafios da Conciliação que teve lugar no passado dia 5 de Maio, no Fórum Eugénio de AImeida­.

 

Procurando responder a estas questões, Maria do Céu Ramos sublinhou que "a Fundação Eugénio de Almeida, de acordo com os valores humanistas e personalistas que deseja preser­var e fazer prevalecer, tem uma opção clara pela via da concilia­ção, No projecto que a Fundação está a desenvolver, o volunta­riado social surge como uma nova abordagem deste problema e como proposta de criação de uni novo paradigma de partici­pação e cidadania para a mudança social."

 

De entre as oradoras convida­das para este seminário desta­cou-se a presença de Maria das Dores Guerreiro, Investigadora do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do ISCTE.

 

Na sua comunicação, Maria das Dores Guerreiro começou por realçar a grande visibilidade que o tema da conciliação entre actividade profissional e vida familiar assume "no contexto das fortes mudanças sociais e económicas que assinalam a emergência da chamada socie­dade pós-industrial, com as inerentes alterações ocorridas em dois dos mais importantes domínios da vida dos indivíduos - a família e a profissão". Para esta investigadora do ICS, mui­tas das incompatibilidades entre trabalho e vida familiar enraízam nas culturas organizacionais e em certas culturas profissionais, pouco abertas a reconhecer aos trabalhadores - sobretudo às mulheres - o direito a assumir responsabilidades profissionais, por um lado, e resistentes a outras formas de organização flexível do tempo e do espaço de trabalho, por outro." O futuro apresenta-se contudo promissor nesta matéria, tanto mais que algumas soluções inovadoras foram já experimentadas, com sucesso, em vários países. Como fez notar Maria das Dores Guer­reiro, "as medidas propiciadoras de equilíbrio entre vida familiar e vida profissional, na sua glo­balidade, requerem o envolvi­mento de diversas entidades: o poder central, o poder local, as empresas e demais entidades empregadoras, as associações comunitárias, bem como as pró­prias famílias e os respectivos membros, individualmente con­siderados".

 

Este seminário foi realizado no âmbito do projecto Orientar, Servir e Apoiar: promover a conciliação da vida familiar e profissional, apoiado pela inicia­tiva Comunitária Equal desen­volvido pela Fundação Eugénio de Almeida (Observatório Social do Alentejo - OSA) em parceria com a Cáritas Diocesana de Évora, o Núcleo Empresarial da Região de Évora e a Fundação Obra de São José Operário.

 

A apresentação deste pro­jecto, coordenado pelo Prof. Doutor Carlos Silva, esteve a cargo das representantes das entidades parceiras do projecto CarlaLã-Branca, TâniaSemedo Silva, Maria José Gouveia, Paula Godinho e Silvia Fialho.

 

FONTE: Diário do Sul

TíTULO: «A conciliação vida familiar-vida profissional em debate no Fórum Eugénio de Almeida»

AUTOR: Redacção PÁGINA: 21 DATA: 9 Maio de 2005

 

 


 

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