Em 1914, foi identificado o primeiro abrigo com arte rupestre pintada de caráter esquemático na região — um achado que viria a abrir um dos capítulos mais fascinantes da arqueologia portuguesa. Mais de um século depois, a Serra de S. Mamede continua a revelar segredos: entre cristas quartzíticas e abrigos escondidos, desenha-se hoje um dos conjuntos mais relevantes de arte rupestre do Neolítico e Calcolítico da Península Ibérica.
Nesta conversa com Jorge Oliveira, acompanhamos não só a descoberta e evolução dos estudos ao longo do tempo, mas também o trabalho recente das equipas da Universidade de Évora, que continuam a investigar estes espaços onde a arte, a paisagem e o mistério se cruzam.
Uma oportunidade para olhar para o Alentejo com outros olhos — como um território onde a humanidade começou a deixar marcas que ainda hoje nos desafiam.
A entrada é livre, sujeita à lotação do espaço.
Iniciativa integrada na programação das Jornadas Europeias de Arqueologia que decorrem de 12 a 15 de junho.
13-06-2026
17h00 | Ermida de São Miguel, Páteo de São Miguel

Arte Rupestre no Alentejo
UMA CONVERSA COM JORGE OLIVEIRA
Uma viagem ao tempo em que as primeiras imagens humanas começaram a ganhar forma nas rochas do Alentejo.