O Aqueduto da Água da Prata

2020-06-09 | Rui Carreteiro

   

Em 1960 a revista «A Cidade de Évora» publicou duas plantas da autoria de [Jerónimo Alcântara Limpo Pimentel] com a representação das ramificações do Aqueduto da Água da Prata dentro das muralhas, [em 1856]. Antes dos inestimáveis «prodígios» do saneamento básico, que apenas se generalizaram no século XX, o abastecimento de água à cidade dependia, em grande medida, do aqueduto pelo que não estranha a atenção dada a esta estrutura nos registos da época.

Para além de referir a quantidade de água a distribuir pelos vários pontos da cidade, a legenda do documento está também repleta de topónimos e nomes de locais que continuam a ser utilizados no quotidiano eborense; outros caíram em desuso e constituem uma evidência das dinâmicas urbanas e da evolução da cidade e da sua história.

Há 60 anos, o documento foi cedido para publicação pelo Instituidor da Fundação e hoje, como então, faz parte do acervo do Arquivo e Biblioteca Eugénio de Almeida. Partilhamos, agora, a versão que resultou do «restauro digital» de que o documento foi objeto, mas, muito especialmente, evocamos todos aqueles que ao longo do tempo, através dos seus estudos e trabalhos de investigação, para além de permitirem evidenciar a importância dos arquivos para a preservação da memória coletiva, contribuíram também para acrescentar conhecimento à História da cidade de Évora.