Entrada livre, limitada aos lugares disponíveis
É obrigatória a apresentação de certificado digital de vacinação (de acordo com normas da DGS em vigor).
Dois percursos ‘do outro lado’
1) Por trás do ‘coelho verde’ & 2) Obras de eleição
Com José Manuel Martins
Uma turma e o docente de Estética do curso de Estudos de Filosofia e de Cultura Contemporânea propõem-se deitar dois olhares sobre esta exposição e partilhá-los com o público. O primeiro, incide sobre os Lagoglifos de Eduardo Kac, e empenhar-se-á em os reinscrever no contexto do complexo pensamento artístico do autor – e em particular no da obra GFP Bunny, a cuja progénie legitimamente pertencem. O segundo olhar seguirá uma modalidade arriscada e provocatória, em que cada estudante irá escolher uma obra da exposição, dizendo e mostrando o porquê… ou talvez a impossibilidade de o fazer.
Eduardo Kac (Rio de Janeiro, Brasil, 1962)
Trabalhou como investigador no Centro de Pesquisa Avançada em Artes Interativas da Universidade de Gales, em Newport, e é Professor Assistente de Arte e Tecnologia do Instituto de Arte de Chicago. Eduardo Kac é conhecido principalmente por criar obras de arte baseadas na manipulação da estrutura genética de animais, através da biotecnologia. No seu trabalho, explora as conexões entre o biológico e o tecnológico, rompendo as fronteiras entre ciência e arte. Em 2000, tornou-se conhecido mundialmente ao apresentar, em Avignon, Alba, um coelho fluorescente implantado com um gene de proteína fluorescente verde (GFP) de água-viva, que se tornou um símbolo polémico do debate sobre a engenharia genética a nível mundial. O projeto "GFP Bunny" proporcionou uma infinidade de discursos críticos sobre os aspetos legais, éticos ou estéticos da arte, a ciência e a sociedade relativamente ao desenvolvimento da tecnologia genética. A série Lagoglyphs, 2007, é o contraponto à multiplicidade de discursos gerados em torno de “GFP Bunny”. Desde 2006, Eduardo Kac desenvolve uma linguagem visual - composta por uma série de serigrafias dicromáticas nas quais pratica uma escrita “leporimórfica” a partir do perfil icónico do coelho reproduzido em todo o mundo -, que faz alusão ao significado mas resiste à interpretação.
José Manuel Martins
Professor Auxiliar na Universidade de Évora e Diretor do Departamento de Filosofia. Leciona estética geral e aplicada nos cursos de Filosofia, Artes Visuais, Arquitetura e Estudos Culturais, nos níveis de graduação e pós-graduação. É investigador do Centro de Filosofia de Lisboa, e os seus interesses centram-se no diálogo entre a fenomenologia e os estudos dos media na abordagem da arte e cultura contemporâneas. Co-organizou recentemente duas conferências internacionais sobre Filosofia e Cinema em Lisboa e publica na área da filosofia cinematográfica.
