17-05-2025

16h00 | Centro de Arte e Cultura

De palácio a Centro de Arte e Cultura: uma viagem pelos vestígios arquitetónicos da antiga Inquisição de Évora

Visita guiada

Com Bruno Lopes (Universidade de Évora, CIDEHUS)

Participação gratuita, sujeita a inscrição prévia: 266 748 350 / centrodearteecultura@fea.pt

 

A Fundação Eugénio de Almeida associa-se às comemorações do Dia Internacional dos Museus, que se assinala a 18 de maio, e convida a uma viagem pelo espaço e pelo tempo, dando a conhecer um dos edifícios marcantes da História e da Cidade de Évora.

Em que medida o atual edifício do Centro de Arte e Cultura da Fundação Eugénio de Almeida ainda conserva vestígios arquitetónicos do antigo palácio da Inquisição de Évora? Instalado em Portugal, em 1536, e extinto em 1821, o Tribunal do Santo Ofício foi uma das instituições com mais impacto na sociedade portuguesa, dos séculos XVI-XVIII. Em Évora, conserva-se o melhor edifício dos três existentes em Portugal na época, a par dos tribunais de Coimbra e Lisboa.

Esta conversa pretende levar o ouvinte a deambular pelos espaços que outrora ocuparam uma instituição repressiva, que é hoje um edifício de diversidade cultural e artística. A arte tem o poder de nos fazer pensar no passado e no futuro.

Além da sala do tribunal da Inquisição e do gabinete do inquisidor, caminharemos pelos espaços que outrora eram funcionais, como as casas onde o despenseiro (o responsável pelo abastecimento e confeção dos alimentos), residia com a sua família, a sala onde se guardava o arquivo – chamado de «secreto» – o pátio da Inquisição, com o seu deslumbrante conjunto de pintura mural, que conviveu pacificamente com os inquisidores. Não se esquecerão os cárceres secretos (a «prisão»), e o respetivo quintal, mas também se olhará para o património desaparecido e a forma como este espaço foi dialogando com a cidade após a extinção da Inquisição.

Far-se-á uma viagem pelo espaço e pelo tempo para se conhecer um dos edifícios mais marcantes da História e da Cidade de Évora na Época Moderna.

 



BRUNO LOPES
É investigador do Centro Interdisciplinar de História, Culturas e Sociedades da Universidade de Évora, desde 2023 (CIDEHUS-UÉ) e professor auxiliar convidado da Universidade de Évora. É doutor europeu em História pela Universidade de Évora (2021), tendo concluído, em 2021, uma tese intitulada «Os pilares financeiros da Inquisição portuguesa (1640-1773)». É mestre (2012) e licenciado (2008) pela mesma universidade na área do Património Cultural.
A sua área principal de trabalho é a Inquisição portuguesa, tendo publicado diversos trabalhos acerca das estruturas de funcionamento desta instituição, com ênfase na abordagem financeira, mas também na articulação das hierarquias do tribunal com os grupos sociais intermédios.