06-09-2022 > 18-12-2022

Centro de Arte e Cultura, Piso 0 / Sala Rostrum

Paisagem

A paisagem é para sempre

Curadoria José Alberto Ferreira

HORÁRIO
MAIO - SETEMBRO
De terça-feira a domingo 10h00-13h00 / 14h00-19h00

OUTUBRO - ABRIL
De terça-feira a domingo 10h00-13h00 / 14h00-18h00

Entrada livre
 

Com obras de: Ai Weiwei, Niek Te Wierik, Sara Leme
 

A paisagem é para sempre

Na longa duração da história, as pedras constituem um poderoso reservatório de eventos decorridos no tempo geológico e na lenta configuração da paisagem. É na pedra e na matéria da pedra que, de forma precisa, se encontra a evidência da paisagem como inscrição ancestral, mesmo quando sabemos que a duração existe no transitório, como disse Peter Handke, na simples presença, no traçado da linha do horizonte, no diálogo silencioso que as raízes estabelecem com o céu. É nesse lugar frágil, entre eternidade e sensibilidade, que se cruzam os trabalhos dos três artistas aqui expostos.
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AI WEIWEI (CN)
Ai Weiwei (n. 1957, Pequim, China) tem uma produção artística diversificada e prolífica que engloba instalação escultural, cinema, fotografia, cerâmica, pintura, escrita e redes sociais. Enquanto artista conceptual que funde o artesanato tradicional com a sua herança chinesa, Ai Weiwei transita livremente entre uma variedade de linguagens formais para refletir sobre a condição geopolítica e sociopolítica contemporânea. O trabalho e a vida de Ai Weiwei interagem e influenciam-se regularmente, estendendo-se muitas vezes ao seu ativismo e defesa dos direitos humanos internacionais.

Ai Weiwei tem exposto amplamente em instituições e bienais por todo o mundo, incluindo: Albertina Modern, Viena (2022); Museu de Arte Contemporânea de Serralves, Porto (2021); Kunstsammlung Nordrhein-Westfale+n, Dusseldorf (2019); Oca – Parque Ibirapuera, São Paulo (2018); Public Art Fund, Nova Iorque (2017); Museu de Israel, Jerusalém (2017); Palazzo Strozzi, Florença (2016); Andy Warhol Museum, Pittsburgh (2016); National Gallery of Victoria, Melbourne (2015); Royal Academy of Arts, Londres (2015); Martin-Gropius-Bau, Berlim (2014); Brooklyn Museum, Nova York (2014); Pavilhão Alemão, 55ª Bienal de Veneza, Veneza (2013); Hirshhorn Museum and Sculpture Garden, Washington DC (2012); Museu de Belas Artes de Taipei, Taipei (2011); Turbine Hall, Tate Modern, Londres (2010); Haus der Kunst, Munique (2009); Museu de Arte Mori, Tóquio (2009); documenta 12, Kassel (2007); e Kunsthalle Berna, Berna (2004). O livro de memórias do artista 1000 Years of Joys and Sorrows foi publicado em 2021. Ai Weiwei vive e trabalha em Pequim (China), Berlim (Alemanha), Cambridge (Reino Unido) e Lisboa (Portugal).


NIEK TE WIERIK (NL)
Nasceu em Rijssen, Holanda, em 1951. Estudou Belas Artes em Amsterdão, na Gerrit Rietveld Academia MOA + MOB Desenho 1971 - 1976. Foi professor de História da Arte e desenho no Cals College, em Utrecht - Nieuwegein. Vivei e trabalhou em Amsterdão até 1991. Atualmente vive e trabalha em Lisboa e em Marvão.


SARA LEME (PT)
Iniciou o seu estudo na área da joalharia em 2011 na Escola Artística António Arroio e em 2013 na Silvera Jewelry School, Berkeley, California. Em 2018 concluiu a licenciatura em Joalharia Contemporânea - Linking Bodies na Academia de Artes e Design Gerrit Rietveld Academy em Amsterdão. O seu estudo na Gerrit Rietveld Academy e o seu passado treino vocacional para uma carreira na dança clássica e contemporânea consolidaram a sua perspetiva pera a íntima relação entre o corpo e o objeto. No seu trabalho sempre utilizou aspetos culturais e sociais da antropologia para a sua pesquisa intelectual e criativa. Desde 2015 que participa em exposições coletivas e individuais por toda a Europa, Brasil e África.
in https://galeriareverso.com/artists/sara-leme/
 

Os Novos Anos 20: Desafios, Incertezas e Resistências

O VIII Congresso da Associação Portuguesa de Antropologia (APA) irá decorrer em Évora em setembro de 2022, num momento que - desde aqui e agora - desejamos que seja distinto deste que hoje vivemos.
A pandemia, que reconfigurou as vidas e as práticas sociais de todas e todos, acentuou dúvidas e incertezas, trouxe receios e apreensões, tornou mais necessária a compreensão e o entendimento do que se está a passar. Questionámos a sustentabilidade do planeta, o equilíbrio na relação entre humanos e não-humanos (ou a sua falta); Confirmámos a precariedade de tantas vidas, o colapso de tantos sistemas de saúde; discutimos o controle dos Estados sobre as nossas rotinas, os nossos corpos, fez-nos descobrir insuspeitas dimensões do viver.

O Congresso inclui ainda uma Mostra de Antropologia e Cinema, a realizar no Jardim Tardoz do Centro de Arte e Cultura, entre 6 e 9 de setembro. Programa AQUI