13-11-2022

Centro de Arte e Cultura

azulejaria

Jorge Martins na arquitetura:

Conversa com Adriana Oliveira e o artista, Jorge Martins

revestimentos de azulejaria e outros materiais em espaços públicos

Jorge Martins (Lisboa, 1940) é um artista plástico conceituado, premiado, conhecido e comentado no meio artístico nacional e internacional, sobretudo pelas suas obras de pintura e desenho. O que apresentamos e comentamos nesta sessão são as suas variadas incursões no domínio dos revestimentos arquitetónicos: azulejos, mármore, madeira, ferro, betão e pintura em edificações. Todas estas obras, realizadas a partir dos anos 90 do século XX, foram fruto de encomendas e solicitações exteriores. E representam tanto uma continuidade como uma inovação na relação com o suporte, com a criação da ilusão e com a empatia com os novos públicos.


Entrada livre


ADRIANA ANSELMO DE OLIVEIRA
Nasceu em 1976, em S. Paulo, Brasil. Tem dupla nacionalidade, brasileira e portuguesa. É doutoranda em Ciências da Arte e do Património na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, e Mestre em Ciências da Conservação, Restauro e Produção de Arte Contemporânea na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (2016), tendo apresentado uma dissertação sobre Jorge Barradas e a sua azulejaria. É licenciada em Conservação e Restauro em Artes (Revestimentos Arquitetónicos) pela Escola Superior de Artes Decorativas Ricardo Espírito Santo Silva, Lisboa (2013), e em Artes Visuais pela Universidade Federal do Espírito Santo, Brasil, com a monografia Athos Bulcão e a Moderna Azulejaria Brasileira (2010). Desde 2015, trabalha na conservação e restauro de azulejaria, pinturas murais e outros revestimentos.
 

JORGE MARTINS
Jorge Martins nasceu em Lisboa, a 4 de fevereiro de 1940. Frequentou os cursos de Arquitetura e Pintura na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, entre 1957 e 1961. Expõe regularmente desde 1958. A sua primeira exposição individual data de 1960. Em 1961, parte para Paris, onde vive e trabalha até 1991. Esta estada é interrompida em 1975 e 1976, período em que se instala em Nova Iorque. Regressa definitivamente a Portugal em 1991, onde vive e trabalha desde então. Foi distinguido com diversos prémios ao longo da sua carreira, incluindo: Prémio de Aquisição na Exposição de Arte Moderna do Museu do Funchal (1967); Prémio AICA (1971 e 1988); Prémio de Desenho da III Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian (1986); e Prémio de Consagração CELPA / Vieira da Silva (2003). As suas obras integram importantes coleções em Portugal e no estrangeiro.