21-01-2017 > 23-04-2017
Pensamento
Basel Abbas & Ruanne Abou-Rahme And yet my mask is powerful, 2016. Cortesia dos artistas e Carroll/Fletcher, Londres

O pensamento faz-se na boca

Curadora: Filipa Oliveira

4 Filmes \ 93 dias

 

Bilhete único para todas as exposições: 4,00€

 

Exposição de vídeos que é, sobretudo, um projeto de comunidade, de envolvimento, de discussão e de participação. Questiona o formato tradicional de exposição e propõe novas formas de relacionamento do museu com o seu público.

Num ensaio, o artista suíço Thomas Hischhorn afirmou que para ele, “a arte é universal. Universalidade significa igualdade, justiça, verdade, o outro, um mundo. A arte - porque é arte - pode provocar um diálogo ou confronto direto, de um a um. Portanto, penso que cada ser humano pode entrar em contacto com a arte, cada ser humano pode ser transformado pelo poder da arte. Acredito que a arte é a maneira de reinventar o mundo. A arte é autónoma. Autonomia é o que dá a uma obra de arte a sua beleza. A arte - porque é arte - pode criar as condições de uma implicação, para além de qualquer coisa. A arte é resistência. A arte resiste a fatos; A arte resiste aos hábitos políticos, estéticos e culturais. Arte - porque é arte - exige igualdade”. No mesmo texto, Hischhorn fala ainda da arte como um momento inclusivo, como um bem comum, como uma ferramenta de confronto com a realidade. É neste espírito, e com este entendimento da arte e do seu papel no mundo, que surge a exposição “O pensamento faz-se na boca”.

Na África do Sul existe uma palavra - Ubuntu – que significa que uma pessoa é apenas uma pessoa através de outras pessoas. Cada um de nós é formado pela nossa comunidade e no reconhecimento da singularidade e diferença do outro.

Quatro filmes, cada um apresentado individualmente durante três semanas, que são uma reflexão sobre a arte como momento inclusivo, e também o início de inúmeras discussões sobre o tema do outro. Ao lado da sala da projeção será criada a sala de encontros. Nesta, diferentes grupos da cidade, diferentes aulas da universidade, diferentes turmas das escolas, são convidadas a visionarem o filme e a partir dele iniciar conversas sobre a diversidade, resistência e igualdade.

Esta exposição pensa a arte como um momento inclusivo, como um bem comum, como uma ferramenta de confronto com a realidade. Cada pessoa desta cidade, deste país é apenas uma pessoa através de outras pessoas. Cada um de nós é formado pela nossa comunidade e no reconhecimento da singularidade e diferença do outro.

Diferentes grupos da comunidade são convidados a visionarem os quatro filmes e, na Sala de Conversas, a iniciarem discussões sobre a diversidade, a resistência e a igualdade. O pensamento é feito através do diálogo.

 

PROGRAMA

21.01 > 12.02
Centro de permanenza temporanea, 2007
Adrian Paci
 

14.02 > 05.03
The current situation, 2015
Pedro Barateiro
 

07.03 > 26.03
Peripeteia, 2012
John Akomfrah
 

28.03 > 23.04
And yet my mask is powerful, 2016
Basel Abbas & Ruanne Abou-Rahme