Uma turma e o docente de Estética do curso de Estudos de Filosofia e de Cultura Contemporânea propõem-se focar três momentos desta exposição e refletir sobre eles, num convite aberto ao diálogo com o público. Após uma breve meditação sobre o tema geral da exposição, deter-nos-emos, sucessivamente, no vídeo do átrio de entrada (de António Olaio), um concentrado de intertextualidade em torno da… batata como o outro nome da fome; na frieza de esfinge com que um balde furado desdenha das esmolas de São Lourenço; e na sala dos rostos esfaimados de Júlio Pomar e de Manuel Filipe, tão multitudinários quanto Brueghel, enquanto os cartazes de protesto de rua os olham, desde a outra parede, perguntando: o que pode um museu?
Integra a programação paralela da exposição Fenda
