CARLOS MARIA TRINDADE
Estudou música desde os seis anos de idade, primeiro nos cursos infantis Orff-Schulwerk da Fundação Calouste Gulbenkian em Lisboa, e mais tarde no Conservatório Nacional, onde completou os cursos de Solfejo, Harmonia, Contraponto e Piano. 
Entre 1975 e 1980 participou, integrado num duo com Rui Calapez, em vários projectos de música experimental e peças multimedia em Lisboa, Madrid, Bruxelas, Gent, Londres e Bristol, como bolseiro daquela Fundação, cuja actividade culmina com a participaçao nos Terceiros Encontros de Música Contemporânea. 
Em 1979 é convidado a entrar no grupo Corpo Diplomático. 
Em 1980 funda os Heróis do Mar, com Pedro Ayres Magalhães e Paulo Pedro Gonçalves. A partir daí, e a par da bem-sucedida carreira do grupo, dedica-se também à produção discográfica e trabalha com nomes como Ópera Nova, Kris Kopke, António Variações, Delfins, Xutos e Pontapés, Rádio Macau, Golpe de Estado, Paulo Bragança e Mariza, entre outros. 
Em 1991 lança o primeiro CD a solo, “M. Wollogallu”, em parceria com Nuno Canavarro. Nesse mesmo ano aceita o cargo de Director de Artistas e Repertório da Polygram Portuguesa (hoje, Universal), onde permanece até 1994, ano em que dá entrada no grupo Madredeus. 
Em 1996 lançou o seu segundo disco a solo “Deep Travel”, com a participação de Natasha Atlas, ex vocalista dos Transglobal Underground. 
Em 1998, fez alguns concertos com Rui Fadigas e o DJ Tó Ricciardi, num DJ Set de “dance music”. 
Em 2000 fundou o estúdio da “Música Nómada” sediado no Alentejo, onde tem vindo a compor e a trabalhar em vários projectos “ambient+electronica”, nos intervalos das digressões com Madredeus. 
Em 2010 compôs música original para a peça de teatro "R.U.R", da autoria de Leonel Moura, na qual três actores e três robôs interagem coordenados por GPS. Dela fazem parte duas das faixas que constam da compilação “Oriente”: O Bem e Dança dos Robôs. 
Em 2011 lança a compilação "20 Músicas Nómadas" que funciona como uma mostra do seu trabalho "a solo" ao longo de mais de vinte anos. 
Em 2015 lança “Oriente” uma edição de música instrumental de sua autoria. Em junho deste mesmo ano apresenta-se ao vivo no CCB e na Casa da Música do Porto, com a colaboração do multi-instrumentista Alexei Tolpygo e da cantora Sara Afonso. 
Em 2018 compõe a totalidade da banda sonora do Documentário “10 Segundos para o Futuro” em colaboração com a produtora Panavídeo, para a RTP. Em dezembro estreia o seu espectáculo a solo no Lux com a participação de Alexei Tolpygo (violin, vocoder e sintetizadores). Na primeira parte apresentou em estreia uma série de peças para piano acústico, algumas delas revisitando “Mr Wollogallu”. 
Em 2019 compõe a banda Sonora do Documentário “Deus-Cérebro” e desenvolve o projecto multimédia “SURTO” onde toca piano e sintetizadores e do qual fazem também parte João Botelho (imagens e direcção coreográfica), Marta Viana (dança) e Switchdance (DJ).